de volta a tudo isso (até quando?)

Eu odeio o fato de que estou novamente nas suas mãos e odeio ainda mais o fato de que você sabe disso. Odeio que você tenha tanto poder assim sobre mim e que as interações com você sejam o meu primeiro e mais importante parâmetro de qual é a dose diária do meu ansiolítico que eu vou tomar. Odeio me sentir desconfiado de você, como se já soubesse que você me apunhala a qualquer momento. Odeio sentir isso, ao invés de me sentir seguro com você.


Pois cada gesto meu, nos últimos tempos, tem uma intenção clara: construir, junto a você, um lugar seguro. Você já sabe e cansei de dizer: você tem uma morada no meu abraço.


Mas quanto a mim, já não sei. Não sei se tenho uma morada no teu abraço. Ainda não tenho razões concretas para acreditar que você me ama hoje. Sobretudo, tenho medo de que você não me ame amanhã.

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